MENINA NEGLIGENCIADA VIVIA ENTRE OS CÃES

Uma menina de cinco anos - apesar de, segundo as testemunhas, não parecer ter mais de dois - foi encontrada por uma equipe de proteção de menores em risco, a viver em situações muito precárias no meio de animais. Vários cães são a sua única companhia, praticamente desde o dia em que nasceu.

O caso foi encontrado bem no meio da Sibéria, na província de Oblast Chita, em Chita, que funciona como capital administrativa regional. A cidade, situada a cerca de novecentos quilómetros do lago Baikal, também é conhecida como «Cidade dos Exilados», por para ali terem sido enviados muitos exilados políticos no tempo dos Gulags. A menina, de nome Natasha, foi apelidada pelas autoridades de «Mogli», devido ao seu comportamento, já que age tal como os cães. Aparentemente, estes foram os únicos que a protegeram e aqueceram nas noites terrivelmente frias da Sibéria Oriental.

Quando chegaram à habitação, os técnicos ficaram impressionados pelo fato de, numa casa em que vivem os pais e os avós de Natasha, ninguém dar qualquer tipo de atenção à criança, nem aos animais, que sobrevivem apenas de restos de comida dos adultos.
A menina nunca tinha saído à rua, antes de ser levada à guarda da equipe de proteção de menores. Esta, ao chegar à casa, deparou com um criança que late, rosna e se atira aos desconhecidos para se proteger, exatamente como os cães que por ali proliferam, sem que ninguém lhes dispense quaisquer cuidados.

A menina foi retirada dà «família» biológica e levada para um abrigo para crianças negligenciadas. Aqui, e até agora, o seu comportamento tem-se mantido e, sempre que tentam deixar a menina sozinha, ela atira-se à porta raspando com as mãos para tentar sair. Outro aspecto que preocupa quem agora cuida da menina no centro de acolhimento, é o fato de ela não se alimentar com talheres, mas comer com as mãos e em seguida lamber o prato no chão. A única boa notícia é o fato de, apesar de não dizer uma palavra, Natasha aparenta perceber grande parte das coisas que lhe são ditas, para além de parecer entender-se com os cães. Neste momento, está acompanhada em permanência por pessoal especializado, cuja área de ação incide principalmente nos campos psiquiátrico e psicológico, numa tentativa de recuperar algumas das competências que normalmente já foram adquiridas pelas crianças da sua idade.
O pai foi detido e incorre numa pena de três anos de prisão por ter deixado a menina verdadeiramente entregue aos animais.

Este caso não é único e ainda há bem poucos meses, outro caso foi conhecido, também na Rússia, também uma menina, também sozinha, também sem saber sequer falar e também só com os cães a cuidarem de si!
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