PEDIDO A PROIBIÇÃO DA COLEIRA DE CHOQUE PARA CÃES

PROIBIÇÃO DA COLEIRA DE CHOQUES FOI PEDIDA
Depois de, há alguns anos, terem sido introduzidas no mercado mundial como sendo um dispositivo ultra moderno para educar cães, eis que depois de muitos protestos um pouco por todo o mundo, mas também no País de Gales as autoridades estão em vias de reescrever o texto da lei que autorizou a sua introdução no país e proibir em definitivo qualquer tipo de coleira eléctrica ou electrónica.

Têm-se comercializado vários tipos de coleira, e com várias nomenclaturas, desde coleira electrónica, coleira de electricidade estática ou mesmo coleira de estímulo eléctrico - foram vários os nomes dados a produtos similares. Umas emitiam uma descarga eléctrica, maior ou menor, outras apenas uma vibração, algumas funcionavam automaticamente, quando o cão ladrava, outras estavam dependentes da decisão do dono sobre o que o animal tinha feito, algumas dispunham ainda de um dispositivo que podia ser accionado à distância. As primeiras coleiras eram grandes e facilmente identificadas. Depois, dado que em alguns locais começaram a ser contestadas, os fabricantes decidiram, aperfeiçoando a tecnologia, torná-las mais pequenas e discretas ao ponto de quase não se notar a diferença para uma coleira comum.

Desde sempre houve alguma repulsa por parte de várias organizações e entidades em aceitar este tipo de castigo para os animais. Em muitos casos, os seus donos eram acusados de electrocutar os seus cães, mesmo que daí não resultasse a morte do animal. Recentemente, a polémica subiu de tom e foi decidido alterar a lei, indo de encontro ao que a grande maioria das entidades ouvidas pretendiam. No entanto, existe também uma corrente, para lá dos fabricantes do equipamento, que defende que estes equipamentos podem ser úteis, desde que utilizados com conhecimento e rigor, e nesse sentido surgiram propostas no sentido de haver a possibilidade de as coleiras poderem ser utilizadas com controlo durante períodos de tempo regulamentados e estabelecidos. Esta solução não agradou aos responsáveis pela fiscalização - no caso, as polícias -, que alegaram não ter condições de aferir se as coleiras estavam dentro do regulamentado e que isso poderia criar alguma confusão, ou mesmo subverter a letra da lei. Dada a dificuldade de se chegar a consensos, o tema esteve em discussão pública no país durante cerca de duas semanas para que todas as opiniões fossem ouvidas e a decisão final parece ser a que representa a maioria: proibir este tipo de equipamentos em qualquer circunstância.

Assim que se soube qual o sentido da decisão oficial, alguns fabricantes e representantes de marcas de coleiras mostraram o seu desagrado, mostrando-se decepcionados e perplexos com a decisão oficial de introduzir a lei de proibição destes equipamentos num prazo máximo de três meses, findos os quais nenhum cão poderá usar coleiras deste tipo. Ainda não foram definidas as coimas ou outro tipo de sanções para os infractores.
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